

A síndrome do túnel do carpo é a compressão do nervo mediano no seu trajeto pelo punho. É uma patologia muito comum, mais incidente no sexo feminino, que tem como sintomas: formigamento inicialmente noturno na mão, fraqueza, sensação de choque. Essa síndrome ocorre quando ocorre aumento da pressão dentro do espaço que o nervo mediano se encontra. As principais causas são edema, inflamação dos tendões que estão em torno do nervo, alterações hormonais, pós traumático. O diagnóstico se faz através de eletroneuromiografia ou ultrassonografia. O tratamento é inicialmente conservador, com alongamentos, fisioterapia, uso de órtese e medicamentos. Se as medidas conservadores não aliviarem os sintomas pode necessitar de cirurgia.
Referêcia: Padua, L., Coraci, D., Erra, C., Pazzaglia, C., Paolasso, I., Loreti, C., … Hobson-Webb, L. D. (2016). Carpal tunnel syndrome: clinical features, diagnosis, and management. The Lancet Neurology, 15(12), 1273–1284. doi:10.1016/s1474-4422(16)30231-9

Dedo em gatilho, ou tenossinovite estenosante, é uma causa comum de procura do especialista da mão. Ocorre mais frequentemente em mulher na 5ª década de vida, sendo mais comum no 3º e 4º dedos da mão dominante. Doenças sistêmicas podem aumentar a incidência, como diabetes mellitus, hipotireoidismo e artrites inflamatórias. Os sintomas se iniciam com dor para fazer a extensão completa do dedo, e com o passar dos sintomas o dedo fica “preso” em flexão, as vezes necessitando da ajuda da outra mão para esticar por completo. O tratamento inicial é conservador com medicações, uso de órteses e fisioterapia. A depender dos sintomas e da progressão pode ser necessário cirurgia.
Referência: Gil, Joseph A.; Hresko, Andrew M.; Weiss, Arnold-Peter C. (2020). Current Concepts in the Management of Trigger Finger in Adults. Journal of the American Academy of Orthopaedic Surgeons, 28(15), e642–e650.doi:10.5435/JAAOS-D-19-00614

A tenossinovite dos tendões que movimentam o polegar é conhecida como Sindrome de DeQuervain. Ocorre a inflamação dos tendões abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar que passam na região lateral do punho por um túnel osteofibroso. Afeta mais comumente mulheres entre 30-50 anos, principalmente se faz uso repetitivo da mão, durante o período gestacional e no pós parto devido mudanças hormonais, ou por alterações anatômicas nos tendões no compartimento, podendo estar em maior numero. O diagnóstico é feito pelo exame físico associado a ultrassonografia. O tratamento conservador inclui fisioterapia, imobilização do polegar, uso de antiinflamatorios e corticoide. Quando o tratamento conservador não é suficiente para sanar a dor, é indicado tratamento cirúrgico para liberação dos tendões.
Referência: Fakoya A O, Tarzian M, Sabater E L, et al. (April 24, 2023) De Quervain’s Disease: A Discourse on Etiology, Diagnosis, and Treatment. Cureus 15(4): e38079. DOI 10.7759/cureus.38079

As fraturas do terço distal do rádio são as mais comum dos membros superiores, ocorrendo principalmente por queda do mesmo nível em população mais idosa ou trauma de maior energia na população mais jovem. O sintomas são dores, aumento de volume, incapacidade de movimentação, deformidade. O tratamento vai depender do tipo da fratura e suas caractericas, podendo ter tratamento conservador com uso de gesso ou tratamento cirúrgico. O tratamento cirúrgico é indicado para fraturas articulares ou com grandes desvios, além de levar em consideração a idade, demanda do paciente, desvio da fratura, lesões associadas.
Referencia: Carula BC, Pereira MS, Ferreira APB, Ayzemberg H, Steglich V, Stangarlin TS. Análise clínica e radiológica do resultado placa ponte versus fixador externo na fratura cominutiva do rádio distal. Rev Bras Ortop. 2021;56(1):61-8. ALBERTONI WM, FALOPPA F, BELOTTI JC. Tratamento das fraturas da extremidade distal do rádio. Rev Bras Ortop. 2002;37(1/2):.

Os cistos gangliônicos, ou cistos sinoviais, são os tumores benignos de partes moles mais comuns no punho. Maior incidência entre 20-40 anos, principalmente em mulheres. Pode ter uma história de trauma (agudo ou de repetição) associado em 10% dos casos. Apesar de mais comum no punho, os cistos podem ocorrer em qualquer articulação. No punho, eles podem ser tanto dorsais (mais comuns), quanto volares, e podem atingir também a bainha do tendão flexor nos dedos. A maior parte da população que possui o cisto é assintomática. O tratamento inicial pode ser com fisioterapia, alongamento, órtese para melhora da dor. Em cistos volumosos, o tratamento cirúrgico é possível, tanto por via artroscópica quanto por via convencional (aberta).
Referência: J Clin Orthop Trauma. 2014 Jun; 5(2): 59–64. Published online 2014 Jun 3. doi: 10.1016/j.jcot.2014.01.006
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